Sobrado do alpendre

Um sobrado de três pavimentos e cerca de 306 m² num lote de 10 × 20 m entre dois vizinhos, desenhado com o que a arquitetura brasileira já provou que funciona: alpendre, muxarabi, cobogó, bandeira ventilada, parede grossa caiada e dois telhados desencontrados que deixam a luz e o ar quente passarem entre eles. Passe o mouse (ou toque) em qualquer elemento do desenho para ler por que ele está ali.

Ver a casa em 3Dcom o sol, as sombras e o mapa de luz de qualquer dia e hora

Lote
10 × 20 m, 200 m², plano
Rua
Ao norte (premissa; veja a variação na implantação)
Vizinhos
Sobrados a leste e a oeste, no limite do lote
Clima
Brasília, zona bioclimática 4, 15,8° S, 1.170 m, seca de maio a setembro
100%

ar fresco entrando por baixoar quente saindo por cima

Luz do céu, do sol e a que volta das paredes, a cada 20 cm. 60 lx é o mínimo da NBR 15575; 300 lx dá para ler.

A lógica das janelas

Onze regras decidiram onde cada abertura ficou. Os nomes em destaque abrem o cartão do elemento.

Quadro de áreas e aberturas

Área útil por dentro das paredes. Iluminação conta o vidro das folhas, das portas envidraçadas e das bandeiras; ventilação conta a folha que abre (metade, nas de correr, nas basculantes e nas palhetas do rasgo zenital) e metade da bandeira de palhetas. O fator de luz diurna (FLD) vem do mapa de luz da página 3D, o mesmo que as plantas mostram. Referências: NBR 15220-3 pede aberturas médias de 15% a 25% do piso na ZB4; NBR 15575-4 exige no mínimo 7%; códigos de obras costumam pedir 1/6 do piso para iluminar e 1/8 em banheiros.

As contas por trás

Normas consideradas

ABNT e legislação que entram num sobrado unifamiliar em Brasília, e onde cada uma aparece neste projeto.

Este é um estudo preliminar para discutir partido, orientação e aberturas. Antes de construir, ele precisa virar projeto legal e executivo assinado por arquiteto ou engenheiro (RRT no CAU ou ART no CREA), com consulta à LUOS do lote (afastamentos, taxa de ocupação, altura e permeabilidade valem por endereço; este estudo chega a 12,37 m no topo da empena), aprovação na Central de Aprovação de Projetos do DF, sondagem do terreno e projetos complementares. A revisão da NBR 15220-3 com 12 zonas bioclimáticas passou por consulta nacional em 2024; confira a versão vigente na data do projeto.